"Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita e não o diviso. Mas ele sabe o meu caminho; e, provando-me ele, sairei como o ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho e não me desviei dele." (Jó 23:8-11)
Você já se perguntou qual é o caminho certo para a vida? A era da pós-verdade trouxe uma infinidade de possibilidades que seduzem o homem a abandonar o que é certo e a duvidar do que é real.
Neste texto, Jó começa descrevendo o que o Caminho não é. Séculos mais tarde, o próprio Filho de Deus, o Cristo encarnado, viria a público para se apresentar como O Caminho.
Ao contemporizarmos o texto de Jó, entendemos que:
O Caminho não é "ir à frente": Não é tomar seus próprios rumos, gerindo dinheiro, família e tempo como se não houvesse Alguém para guiá-lo.
O Caminho não é "olhar para trás": Não é retornar ao lamaçal do pecado, nem viver de saudosismos, crendo que os melhores dias da igreja ficaram no passado. Como diz Eclesiastes 7:10: "Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é com sabedoria que perguntas isso".
O Caminho não está nas ideologias: Muitos se envolveram tanto com as coisas deste mundo que passaram a crer que dias melhores virão através da política. Famílias brigam e igrejas se dividem para provar que esse não é o rumo.
Não se encontra repouso para a alma faminta no pensamento social da esquerda. Tampouco se encontra na liberdade da direita a libertação que o pecado nos roubou no Éden.
O Jesus que afirmou ser o Caminho é o mesmo que declarou: "O meu Reino não é deste mundo".
Caro leitor, este texto não é um desincentivo ao entendimento político, ao voto ou à participação cidadã. É, contudo, um alerta: não deixe seu coração cair na armadilha. Nossa pátria final não é aqui.
Créditos: Josenilson.