terça-feira, 24 de março de 2026

Qual o Caminho?

 "Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita e não o diviso. Mas ele sabe o meu caminho; e, provando-me ele, sairei como o ouro. Nas suas pisadas os meus pés se afirmaram; guardei o seu caminho e não me desviei dele." (Jó 23:8-11)

 

Você já se perguntou qual é o caminho certo para a vida? A era da pós-verdade trouxe uma infinidade de possibilidades que seduzem o homem a abandonar o que é certo e a duvidar do que é real.

 

Neste texto, Jó começa descrevendo o que o Caminho não é. Séculos mais tarde, o próprio Filho de Deus, o Cristo encarnado, viria a público para se apresentar como O Caminho.

 

Ao contemporizarmos o texto de Jó, entendemos que:

  • O Caminho não é "ir à frente": Não é tomar seus próprios rumos, gerindo dinheiro, família e tempo como se não houvesse Alguém para guiá-lo.

 

  • O Caminho não é "olhar para trás": Não é retornar ao lamaçal do pecado, nem viver de saudosismos, crendo que os melhores dias da igreja ficaram no passado. Como diz Eclesiastes 7:10: "Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é com sabedoria que perguntas isso".

 

  • O Caminho não está nas ideologias: Muitos se envolveram tanto com as coisas deste mundo que passaram a crer que dias melhores virão através da política. Famílias brigam e igrejas se dividem para provar que esse não é o rumo.

 

Não se encontra repouso para a alma faminta no pensamento social da esquerda. Tampouco se encontra na liberdade da direita a libertação que o pecado nos roubou no Éden.

 

O Jesus que afirmou ser o Caminho é o mesmo que declarou: "O meu Reino não é deste mundo".

 

Caro leitor, este texto não é um desincentivo ao entendimento político, ao voto ou à participação cidadã. É, contudo, um alerta: não deixe seu coração cair na armadilha. Nossa pátria final não é aqui.


Créditos: Josenilson.

sexta-feira, 20 de março de 2026

"Hebreu de um Domingo" não Transforma a Vida

 “Olhou para um lado e para o outro e, vendo que não havia ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia.” (Êxodo 2:12)


Moisés cresceu entre dois mundos: a educação palaciana da filha de Faraó e as raízes hebraicas de sua mãe biológica.

Muitas vezes, interpretamos o ato de Moisés matar o egípcio como uma metáfora espiritual: o homem que decide "matar sua carne" para viver como filho da promessa.

No entanto, após aquele episódio, pouco mudou. Moisés fugiu para o deserto, cuidou de sua vida, casou-se e seguiu sua rotina profissional. Enquanto isso, seus irmãos continuavam sob a opressão egípcia.

Nos rincões de Minas, diz-se que “angu de um dia não engorda cachorro magro”. Trazer isso para a fé é essencial:


  • Matar o "egípcio" da preguiça apenas em uma noite de domingo, ou ler um Salmo apenas em anos bissextos, não sustenta uma transformação real.

  • Como Moisés no capítulo 2, muitos "matam o pecado" esporadicamente, mas continuam vivendo uma vida comum e sem propósito no deserto.


A Verdadeira Mudança

A transformação real só aconteceu no capítulo 3, diante da sarça ardente. Após ouvir a voz de Deus, Moisés não era mais um fugitivo cuidando do próprio bem-estar; era um libertador disposto a guiar seu povo.

Tem muita gente presa ao capítulo 2 de Êxodo, tentando ser hebreu apenas um dia na semana. Mas a fé genuína exige constância. É hora de escrever um novo capítulo e escolher ser hebreu todos os dias.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Reservado aos mais próximos.

 ...E havia muita relva naquele lugar.” (João 6:10)

Havia uma multidão a ser alimentada — cinco mil homens — e poucos braços para o trabalho: apenas doze discípulos. O espaço para o comodismo era vasto; havia, e ainda há, muita relva onde se assentar. Naquele dia, todos se fartaram. Que alegria!


Em outro momento, um casamento com muitos convidados e o vinho que se acaba. Na cozinha da festa, o Deus que se fez homem trabalha para que a celebração não cesse. Ao servirem o novo vinho, este era superior ao primeiro.


Talvez um dia, caro leitor, você também tenha sido um entusiasta da obra do Mestre. Mas, cansado das críticas daqueles que apenas comem e bebem, decepcionou-se com algo menor e decidiu parar de laborar.


Garanto-lhe: se você escolher ser apenas mais um na multidão, no comodismo da relva ou como convidado da festa, não lhe faltará pão, peixe ou vinho. Aos domingos, sempre haverá alimento para você.


Mas e o milagre? O milagre, só quem carrega o cesto conhece. Só quem sentiu o peso do cesto vazio e depois o viu transbordar entende a provisão. Só quem estava na cozinha com Jesus viu talhas vazias serem cheias de água (trabalho que o homem pode fazer) e se transformarem em vinho (operação do Senhor). O milagre é reservado a quem está próximo — muito próximo — de Cristo.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Onde você tem buscado seu Pão?

 João 6:5-6: "Então Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar, porque ele bem sabia o que havia de fazer."

Reflexão: No contexto da multiplicação dos pães e peixes, havia um problema real: uma multidão faminta. Para testar seu discípulo, Jesus pergunta: "Onde compraremos pão?".

Meu irmão, diante da escassez, da enfermidade, do desemprego ou da crise conjugal, onde você tem buscado o seu pão? Na hora da aflição, muitos recorrem às "piores padarias": buscam conselhos com ímpios, apegam-se a superstições, entregam-se ao desespero ou mergulham no pecado. Nada disso é capaz de saciar a fome da alma.

Que alegria é servir a um Deus que, conhecendo a nossa carência, apresenta-se como o Pão Vivo que desceu do céu (Jo 6:51). E melhor, já está pago. É de graça!