E
ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos
assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é
o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra
reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
Mas todas estas coisas são o princípio de dores.
(...) Nesse
tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e
uns aos outros se odiarão.
Mt 24; 6,7,8
e 10
Sentados nos bancos de
nossas confortáveis – ou não – igrejas, ouvíamos nossos
pastores pregarem sobre escândalos, guerras, fenômenos da natureza,
pestes como sinal da eminente volta do Senhor Jesus.
Ocorre que estas
mensagens sempre nos foram cômodas enquanto corrupção era restrita
a política ou
a denominação do vizinho,
aviões batiam nas altas torres de
outro país,
tsunamis atingiam o
continente asiático
e o vírus do ebola dizimava na África. A nós? A
nós dizíamos: “Alma...
descansa, come,
bebe
e folga”.
Descobrimos com as
redes sociais que Deus se cansou do escárnio feito por novelas,
carnaval entre outras façanhas das terras tupiniquins (como se no
restante da vida o Senhor não condenasse o pecado) e resolveu
lembrar que o Brasil também é afetado pela Bíblia, permitindo que
as profecias que até então assolavam o restante da humanidade nos
atingissem por aqui. Do dia pra noite muitos brasileiros rejeitaram o
deboche e o ataque gratuito a religião. Tantos outros divulgam
versículos bíblicos como se houvessem aprendido, somente agora, a
explicação para o momento que passamos.
Que o mundo entrasse em
pânico eu não duvidaria. Mas será que o Cristão deveria estar?
Avisado tanto tempo pela Palavra...
Deus anunciou o dilúvio
a Noé para que construísse a arca. Avisou a José que ajuntasse em
seus celeiros pois a fome viria sobre a terra. Avisos nunca faltaram.
Hoje há pessoas em
desespero porque não juntaram nada em seus celeiros e não tem
dinheiro para pagar as contas nem do próximo mês (lógico, falo
aqui daqueles que podiam fazê-lo e preferem viver como se não
houvesse amanhã). Outros juntaram muito e perceberam que, nessas
horas, o excesso não faz qualquer diferença.
Para completar a
profecia citada, as pessoas estão se odiando entre aqueles que
querem voltar ao trabalho X que defendem ficar em casa.
Oro a Deus para que
esta pandemia acabe o quanto antes. Que vidas possam ser salvas da
morte física, que ninguém venha padecer de fome. Que ao sairmos
deste momento possamos ter um povo mais
firme nas promessas, a genuína fé possa brotar em corações que,
até então, eram apenas desertos. A Palavra, como sempre, nos avisa: Jesus voltará!
