segunda-feira, 28 de abril de 2014

O poço é fundo, mas o resgate é maior!

E respondendo-lhes disse: Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo? Lucas 14:5


O texto em questão trata-se da cura de um hidrópico e tem entre inúmeros pontos, dois a serem ressaltados nesta postagem.

O primeiro é que Jesus entra na casa de um dos principais dos fariseus e quem lá estava fica observando o Mestre. Poderiam usar aquele momento único onde o Filho de Deus, o Esperado de Israel, O Messias ali estava e tirar dúvidas, pedir conselhos, curas, libertações, ser um seguidor, etc. Não, limitaram-se a observar.

Hoje vivemos um evangelho observante. As pessoas estão acostumadas e acomodadas a ir nos cultos e voltarem para suas casas sem querer um compromisso maior, sem querer ter um encontro pessoal com Jesus. Querem só observar. Quando a igreja em Atos dos Apóstolos começou a crescer a um interessante texto que diz que o número de salvos ia crescendo bem como o número de simpatizantes pela igreja. Veja, caro leitor, que os simpatizantes não eram contados como salvos, assim como hoje vemos muito que se simpatizam com os evangélicos e fica nisso. Deus tem muitos mais para o homem do que simplesmente ir e voltar à igreja uma vez por semana!

Sem delongas, o segundo ponto que chamamos atenção é o versículo em destaque. Justificando-se de ter curado alguém no sábado, algo que muitos religiosos consideravam uma afronta a lei de Moisés, Jesus pergunta quem daqueles não tiraria um boi um jumento que caíra em um poço no sábado...

O homem caiu em um grande poço no dia que pecou contra Deus. A partir deste dia, a humanidade mergulhou num poço tão fundo que parecia não ter mais volta. Mas um dia, o Senhor olhou da eternidade e enviou seu único Filho para nos resgatar. Para isso, Jesus desceu no mais fundo de todos os poços. Ele morreu por nós, Se deu, Se entregou. Ele entrou no poço do pecado e da morte. Ele levou ali naquele ato as nossas iniquidades. O poço era tão fundo que o Pai lhe virou o rosto. Mas glórias a Deus, no terceiro dia Ele ressuscitou e junto com Jesus, a toda a humanidade foi dado a oportunidade de sair deste imenso buraco.

É verdade que muitos hoje tem caído nos buracos do mundo (desemprego, enfermidade), ou nos próprios buracos do orgulho, do ódio, da inveja, da cobiça. Mas lembre-se, por pior que seja o momento que você esteja passando, por mais que você esteja pensando que chegou no fundo do poço, Deus já enviou o Resgate.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Conhecendo a Deus através da Palavra

Um dos meus chefes brinca dizendo que não vai na minha igreja (apesar de já ter ido uma vez) pois lá falamos a verdade e segundo ele, “quer valer-se da sua ignorância para utilizar como escusa ou atenuante no dia do julgamento final”.

Ouvir isso de alguém que ainda não teve um encontro com Deus não surpreende, mas surpreende este pensamento de um crente. Outro dia, conversando com um líder evangélico perguntei se ele tinha feito curso de teologia. Confesso que achei que o sujeito ia me “amaldiçoar” em nome de Jesus. Ouvi um sermão de uns dez minutos dizendo que o importante é a graça, a graça, a graça, e que teologia não salva ninguém, etc, etc.

Fato, ninguém encontrará a Cristo num seminário pois quem vai fazer este encontro é o Espírito Santo, mas eu “jurava” que na minha Bíblia estava escrito para crescermos na graça e no CONHECIMENTO. Lógico que teologia não está ligado a conhecimento, mas chega a ser surpreendente o quanto existe um desinteresse pela Palavra. Quantos hoje estão bem acomodados nos bancos das igrejas esperando apenas o que vai ser servido pelo pregador? Logo, vemos tanta gente sendo manipulada e um evangelho que mergulha dia e noite nas mesmas bases teológicas que tínhamos antes da reforma protestante.

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; Oseias 04:06a

Jesus reforçou tal entendimento quando disse que “errais por não conhecerem as escrituras”.

Por nossa falta de entendimento pagamos um preço muito alto. Comemos mal, gastamos mal nosso dinheiro e a maior prova social disso, votamos mal demais (a ver a realidade política do país).

É preciso voltar a Palavra para conhecer mais os desígnios de Deus. A Palavra viva afasta o pecado. Podemos perder uma geração social por causa do desconhecimento e da desinformação, mas não podemos brincar e perder a vida eterna por falta de conhecimento.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A importância do Cristianismo


Nesta semana vi uma personalidade dando uma entrevista dizendo que o cristianismo é o maior disseminador de preconceito e atraso da sociedade. Vejamos...

O Estado hebreu foi a primeira experiência bem sucedida da humanidade de limitação ao soberano - origem do constitucionalismo moderno (Marcelo Novelino).

O povo de Deus foi o primeiro a ter sistema judicante com graus de recurso. Adotou o princípio da legalidade e da reserva legal. Penas previstas para condutas previamente tipificadas. Codificação de direito civil, penal e comercial. Limitação a autotutela. Leis de defesa para o feto e a mulher. Limitação a escravatura com previsão de liberdade e proibição de castigos em excesso. Separação e individualização de penas e apenados. Constituição de colônia agrícola para cumprimento de pena. Prescrição para a cobrança de dívidas. Princípio da federação (12 “tribos” - estados; que formavam um país). Devido processo legal para o direito sancionador com mínimo de duas testemunhas. Previsão da tripartição de poderes (livro dos profetas menores). Recomendação (no novo testamento) a órgãos de defesa e da segurança pública para não entrarem em greve e se rebelarem contra o Estado, princípio adotado no Brasil de proibição de greve para as forças armadas, polícias civis e militares conforme entende o Supremo Tribunal Federal.

Jesus confirmou todas estas leis e revogou a lei de Talião. Ao se deparar com a mulher prostituta, livrou-a da condenação. Pregou e salvou os excluídos (enfermos, moribundos, leprosos, deficientes). Cristo ensinou o perdão. Evitou revoltas e instabilizações na sociedade. Dividiu a história em antes e depois. É um marco revolucionário na disciplina de direitos humanos.

Nas cartas as igrejas, seus seguidores, falam da necessidade de respeito e oração as autoridades (por falar nisso, você já orou por alguma autoridade?) Paulo pede aos irmãos que evitem causas judiciais e contendas entre irmãos.

Pois é, de lá pra cá, pra quem não sabe, grande parte das escolas e faculdades do Brasil e do mundo são bancadas por igrejas. Há quem diga que este número é maior inclusive do que as instituições bancadas pelo Estado. A igreja construiu um grande número de hospitais. Nós (a igreja), bancamos grande parte das obras sociais deste país. As igrejas são responsáveis pela imensa maioria dos presos (esquecidos pelo Estado e pela sociedade) que se recuperam. Igual número contabilizam as recuperações de viciados, drogados, etc.

Acabando com a “religião”, matamos nossa história, nos entregarmos as mazelas do Estado e não serão vídeos do youtube que nos salvarão.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Construindo o Templo


II Cr 02:4 Agora estou para construir um templo em honra ao nome do Senhor, o meu Deus, e dedicá-lo a ele, para queimar incenso aromático diante dele, apresentar regularmente o pão consagrado e fazer holocaustos todas as manhãs e todas as tardes, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor, o nosso Deus. Esse é um decreto perpétuo para Israel.

Começa a construção do templo. Diz a Bíblia no vs 01 que Salomão pensou em fazer um templo para o Senhor e um palácio para ele próprio. Salomão envia a mensagem do texto acima ao rei de Tiro.

Um rei construir um palácio não era novidade. Todo rei que se preze tinha um bom palácio. Talvez houvesse até um sentimento de vaidade; cada rei que construía seu palácio tinha que ser melhor e maior do que os palácios vizinhos. Mas Salomão era diferente...

Ele não citou que estava construindo um palácio. Ele cita que fará um templo de honra ao nome do Senhor e que isso seria decreto perpétuo.

Estamos como Salomão. Edificamos nosso templo (vida espiritual) e nosso palácio (vida material). O grande problema é que fazemos hoje mais questão de mostrar uma reforma no nosso palácio (um aparelho de jantar novo, trocou o piso, fez rebaixamento em gesso, etc) do que temos questão de construir um templo ao Senhor.

A construção do templo consumiu tempo. A construção de uma vida espiritual também requer abdicação, santificação, obediência, leitura da Bíblia, orações e jejuns, visitas aos órfãos, viúvas, presos, enfermos...

Salomão divulgava com a mensagem quem era o Deus de Israel. O que o evangelho hoje tem divulgado?

Fato é que temos visto muitos templos passageiros e isso não cumpre a finalidade da Bíblia (ser perpétuo). Que o Senhor nos ajude a sermos templos eternos para Honra e Glória Dele, para que não nos sujeitemos as intempéries da vida e venhamos ver nosso templo ruir. 

segunda-feira, 17 de março de 2014

O culto de Isaque


No cap. 21 do livro de Gênesis está a narrativa do nascimento de Isaque. O cap. 23 nada fala do jovem e no 24 já lemos sobre o seu casamento. Entre tais acontecimentos está o cap. 22, figurando a conhecida história onde Isaque fez uma das perguntas mais importantes da história: “Onde está o cordeiro?”.

Quanto anos Isaque tinha neste momento? A Bíblia não diz. Poderia ainda ser um pequeno menino ou um jovem rapaz.

Pv 23: 13a Não retires a disciplina da criança/...

Filho não vem com manual de instruções. Quem tem, sabe da dificuldade para criar, educar, principalmente numa sociedade tão liberal quanto a nossa.

Muitos não querem acordar cedo os filhos para levá-los a uma escola dominical. Não aceitam os filhos serem corrigidos por professores ou pastores. O resultado são muitas vezes crianças pouco comprometidas com Deus e jovens sem temor...

No ápice da vida de Isaque, o menino / jovem faz mais do que uma pergunta. Ele se dá conta que faltava alguma coisa. Talvez não tivesse em sua mente o risco que corria naquele momento, mas que importa? Faltava o cordeiro, e o cordeiro fazia falta em qualquer momento, seja em perigo ou não.

Precisamos orar para que nossas crianças e jovens possam perceber o centro do culto. O entendimento que Isaque tinha sobre o culto a Deus deve ser o nosso entendimento. O cutelo anda o tempo todo atrás do homem e somente o sacrifício perfeito pode livrar o homem deste juízo. Jesus!

Esqueçamos dos “Abraões ” da vida, grandes homens de experiência com Deus mas que nada podem no fatídico dia; esqueçamos da lenha e do fogo, que produzem calor momentâneo, mas só consomem a vida do homem e o expõe aquilo que somos; cinzas. Voltemos ao Cordeiro! 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Diminuindo a graça de Deus


Certa vez ouvi uma jovem furiosa reclamar da expressão que o pregador havia dito: “o Senhor nos tirou do mundo”. Segundo esta jovem, ela não veio do mundo; não bebia, não se prostituía, não fumava e/ou usava drogas, logo, não veio do mundo. A tradução / estudo da Bíblia Pentecostal de Frank Charles Thompson, afirma que a palavra mundo descrito no Novo Testamento está ligado a todas as forças empregadas pelo adversário para tirar o homem do caminho. Para isso, soma-se o sistema global de influências educacionais, culturais, políticas, financeiras, a carne e a religião.

Se esta jovem não veio do mundo, estava escondida aonde? (Ela não veio de outra denominação séria!!!).

O evangelho que hoje está sendo pregado, principalmente pela difusão midiática, é repleto de testemunhos de ex-viciados, pessoas falidas e toda sorte de tragédia. Por um lado isso pode ser bom, mostra que Deus tem poder para transformar qualquer pessoa, mas lado outro, os prejuízos de tal metodologia tem sido bem mais acentuados. Primeiramente por causa do número de pessoas que tem se “achegado” a Deus (ou a Mamon) por causa do dinheiro. O segundo efeito é este da cabeça da jovem. Explico.

Quando me converti, lembro-me de um colega que chegou perto de mim e perguntou o que havia acontecido comigo para “mudar de religião”. Estava em depressão, vícios em jogos, bebidas, drogas, decepção amorosa? Perguntava tal colega tentando explicar o que só Deus pode explicar (o amor pelo pecador).

Nada disso me levou ao Senhor. Fui pelo seu chamado. Para nossa jovem da postagem, é preciso que haja uma vida deplorável em pecado, de miséria absoluta, para que haja conversão. É um pensamento onde “pecadinhos” não afastam as pessoas de Deus. Uma visão embutida de que salvação ainda é pelas obras, afinal de contas, sempre foi tão boa em sua vida, que agora, somente se adaptou melhor em outro lugar. Em resumo, trocou de time.

Não quero e não posso julgar a salvação de ninguém. Mas é fato, tal mentalidade gira em torno de um campo muito perigoso. Não podemos diminuir a graça de Deus. Diz a Palavra que há festa no céu por um pecador que se arrepende, isso inclui os pecados dos mais frios e sanguinários criminosos aos pecados do dono do orfanato que viveu para cuidar de crianças pobres. Salvação é dádiva, não é mérito. 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O texto fala por si só...


Isaías cap 05.

Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra! Vs 08

Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice; e continuam até à noite, até que o vinho os esquente! E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos. Vs 11 e 12

Ai dos que puxam a iniqüidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro! Vs 18

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; Vs 20 a 22.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Reflexões sobre o dinheiro...


Pv 15:16 Vale mais o pouco com o temor do Senhor que um grande tesouro com a inquietação.

Desde muito pequeno escutava minha avó contando que quando ela casou, sua maior alegria foi chegar em sua “nova” casinha e se deparar no meio da sala com uma canoa de arroz. Diz minha avó que sua alegria estava na certeza de não passar mais fome durante um bom tempo...
Ainda lembro da minha mãe dizendo que quando pequena, ela contava os dias para chegar no natal para beber refrigerante. Isso mesmo, bebiam refrigerante uma vez no ano. O mais interessante é que não tinham geladeira, assim, na véspera, meu avô mergulhava a garrafa de refrigerante no barro da lagoa. Era a única forma do refri ficar menos quente.
Do pai, herdei o costume de comer o pedaço de carne do prato por último. Era um pra cada filho, isso quando tinha, logo, nos deliciávamos com o arroz e o feijão e o pedacinho de carne figurava quase como sobremesa...
Eu não estou dizendo que nos dias de hoje as esposas deveriam se felicitar por uma baita de uma canoa no meio da sala. Menos ainda em beber refrigerante quente. Mas é preocupante a dimensão que o consumismo toma na nossa sociedade. É estranho o quanto a igreja dos nossos dias é seletiva quanto ao pecado. Há pecados que são “horríveis” e alguns que parecem ignorados.
Hoje temos mais conforto e estamos cada vez mais cansados para ir à igreja. Hoje temos veículos mais velozes e chegamos cada vez mais atrasados. Moramos mais perto da igreja e faltamos mais aos cultos. Vemos pessoas cada vez mais ricas e infelizes, vazias.
Que o Senhor nos abençoe para entendermos que o dinheiro não é o favor de Deus na vida do homem e possamos nos alegrar mais na salvação.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os ladrões da crucificação


Um dos ladrões zombava de Jesus dizendo que o tirasse da cruz.

Acompanhado pela multidão é fácil ser mais um no meio de tantos que zombavam. Assim fez aquele homem. Hoje, difícil é ter uma opinião firme, um testemunho fiel, diante de um mundo que cada vez mais escarnece e zomba do Espiritual.
Talvez, se Jesus o tivesse retirado da cruz, o ladrão voltaria a fazer aquilo que sempre fez, mas agora, roubaria “em nome de Jesus”.

Jesus faz a promessa ao outro ladrão. (Hoje mesmo estaria no paraíso);

Veja que pedidos diferentes. Um ladrão queria descer. O outro, queria subir.

Há trevas na terra de meio dia até as quinze horas;

No nascimento de Jesus, era noite mas se fez dia. Na morte de Jesus, era dia, mas se fez noite.

Jesus entrega seu Espírito;

Por isso que Jesus deixou bem claro que Ele se daria em favor do homem. Ele literalmente deu sua vida em favor da nossa.

As trevas dissipam e se faz dia novamente;

O ladrão olha para o lado e vê Aquele que lhe prometera a vida (eterna) estava morto.
Vivemos dias de um evangelho que vive atrás de novidades. Por isso tantas “folhas secas”. Mas a fé que moveu o ladrão é a mesma que nos move.
Nesta vida, Jesus não falou mais com aquele homem. Seria necessário? Seria digno de desconfiança a Palavra de Jesus?
Este texto não é um desincentivo a buscarmos a voz do Senhor, mas é um alerta. A Palavra de Jesus não cai por terra. Ele não mudou de pensamento em relação a você ou a mim. Se Ele prometeu, Ele é fiel para cumprir, ainda que você não esteja ouvindo Sua voz neste momento. Confie!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aprendendo com Elcana


I Sm 01: 5 Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.

Elcana tinha duas mulheres. Penina (que tinha filhos) e Ana, estéril. Apesar da condição de Ana, que a época, era sinal de uma mulher não abençoada, a Palavra afirma que Elcana amava e dava uma porção excelente do sacrifício a Ana.

Pense comigo. Assim como Elcana tinha dois compromissos, nós também o temos. Temos o compromisso de zelar pela nossa vida material e espiritual.

Elcana amava Ana mas nem por isso deixava de cuidar de Penina e seus filhos. Infelizmente, o “evangelho” está tomado de pseudo crentes que tem deixado sua vida material de lado. Literalmente, Penina passa fome com eles. Quem não conhece um “crente” caloteiro, mentiroso, que usa palavras torpes, que não cuida da saúde do próprio corpo e põe a culpa em Deus por um infarto aos 30 anos...

Jesus quando citou a parábola do mordomo disse que o senhor foi e deixou TUDO com o mordomo. Daremos conta de tudo, tudo mesmo, até coisas que muitos o tem por irrelevante, como gastos mal feitos, o não cuidado com a saúde do próprio corpo, (afinal de contas, o corpo é templo do Espírito Santo).

Se Penina passa fome com alguns, talvez o maior problema que se enfrenta hoje no evangelho seja o excesso de cuidado com Penina (vida material) e o descaso com Ana (vida espiritual). Há pessoas que desprezam ter uma vida espiritual e vivem única e exclusivamente para trabalho, família, etc. Deus nunca está nos planos ou quando muito, uma vez por semana...

Elcana amava Ana mesmo sendo estéril. Ainda que sua vida espiritual não tenha dado os frutos que você esperava, ainda que persista a enfermidade, o desemprego, não tenha visto a conversão do ente próximo ou quem sabe busque dons espirituais há anos e estes ainda não vieram, fica o conselho, AME sua vida espiritual. Zele por ela. Dê a ela uma parte excelente da sua vida. Assim como é o casamento, dedique parte do seu tempo por ela. Elcana dava uma porção excelente do sacrifício a Ana, dê também a porção excelente do sacrifício de Cristo, que te abriu o sacerdócio universal, para clamar pela sua vida espiritual. Peça renovo na fé, ânimo, dons, fruto do Espírito. Enfim, AME a parte excelente que Deus te concedeu.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Notícias “gospeis” de 2014


1 – Uma nova (diferente, engraçada, herética, absurda) unção chegará ao Brasil (para substituir as velhas unções que vão ficando ultrapassada).

2 – Um líder vai entrar na disputa para comprar horários na televisão para inserir sua programação religiosa. Algum tempo depois, vai inventar um novo método para arrecadar dinheiro, numa campanha que prometerá ao povo ficar mais rico doando mais dinheiro. Em seguida, não aguentando pagar os horários, a emissora venderá o horário a outra religião.

3 – Alguém vai ser entrevistado se dizendo enganado por uma religião, "que ficou mais de vinte anos numa congregação e percebeu que sempre foi enganado". Mas agora, encontrou Jesus, ficando em casa.

4 – Veremos canções gospeis virando “chicrete”, sendo primeiramente remixada e logo após, cantadas em baladas funks. Algum tempo depois, o artista da música dirá que a diversidade é boa porque alcança a todos e é “necessário se fazer de fraco para ganhar os fracos...”

5 - Alguma novela da emissora ditadora de comportamento terá um nome que ofende aos evangélicos. Logo, aparecerá numa rede social uma campanha para que ela não seja assistida. Infelizmente, os mais de quarenta milhões de evangélicos vão ignorar a recomendação e vão fazer da novela recorde de audiência, mesmo jurando para os membros das suas igrejas que não a assistem.

6 – Uma personagem de uma novela herética vai se converter ao evangelho. Segundo o autor da novela, “o objetivo é aproximar-se com o povo evangélico, importante mercado nos dias de hoje”. Na novela, a personagem vai usar gírias de crente, como: “sangue de Jesus tem poder”, “tá amarrado” e “ oh glóoooooriaaaaaa!”. A personagem também será totalmente preconceituosa e tentará mostrar que este povo que ela representa é atrasado mentalmente, além é lógico, de usar roupas esquisitas e andar o dia todo com a bíblia.

7 – Um famoso pastor vai se eleger deputado federal. Logo após, vai aparecer milhões de vídeos mostrando sua vida pregressa e suas pregações que muitas vezes são uma “pregressão” ao evangelho.

8 – Algum grupo de comédia vai fazer algum vídeo satirizando a religião, o que levantará a velha discussão: “qual o limite do humor?”.

9 – Alguém vai processar algum pastor por causa de declarações contra o “aborto”, a “homofobia”.

10 – Um importante líder religioso vai ajudar na campanha eleitoral, aproximando os evangélicos do candidato. Este candidato vai assinar um compromisso a não enviar projetos de lei que regularizem o aborto ou impeçam a liberdade nos cultos, coisa que será esquecida durante o mandato.

11 – Um famoso jogador de futebol vai dizer que agora é convertido, participando de grupos de atletas Cristãos, levantando as mãos para o céu quando fizer gol, ou levantando a camisa, mostrando os dizeres “Deus é fiel”. Logo após o jogo, este jogador irá para uma balada “pegar geral”!

12 – Um ex-famoso cantor de pagode vai se converter e agora vai cantar pagode pra Jesus.

13 – Uma atriz pornô vai se “converter” ao evangelho. Assim que isso sair na mídia, ela irá no programa da (vou deixar em branco para os leitores tirarem suas próprias conclusões...) e dirá que não se arrepende do tempo que fez filmes adultos. No programa haverá também um homossexual, um padre, um pastor e um ex-BBB para discutir a importância da plantação de amendoim no Paquistão.

14 – Algum “ E - vidente” religioso irá em algum programa de televisão para dizer o que vai acontecer durante o ano: “um importante artista vai morrer e o Brasil vai chorar sua morte”. “Um grande avião vai cair matando muitas pessoas”. “Há muita chance do Brasil ganhar a copa do mundo de 2014, mas isso vai depender muito do mapa astral do Neymar no dia”. “vai ser um ano de muitos fenômenos meteorológicos, chuvas vão matar pessoas e o sol castigará o sertão”.  

E viva o mais do mesmo...rsrrssr...

Tem alguma coisa a acrescentar? Deixa lá nos comentários...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Que em 2014...


E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles. Lc 06,12 -13.

Normalmente, levados pela mídia e pelos acontecimentos sociais, fim de ano é hora de parar pra pensar como foi o 2013 e repensar os planos para 2014. É a dieta que não saiu do papel, a poupança que não foi iniciada e o carro que não foi trocado. É assim mesmo...quase pra todo mundo...É um tempo também que aumentam os pedidos a Deus. Talvez, Ele nunca tenha ouvido tantos pedidos e promessas quanto ouça nos últimos dias do ano. O mal não está nos pedidos. O problema é que muitos pedidos não continuarão a ser feitos em forma de orações durante o ano.

Lembrei-me ontem do texto em questão. Jesus passou a noite toda no monte em oração. Ao amanhecer do dia, vai escolher seus discípulos. Escolheu Judas. Aquele que o trairia tempos depois. Teria o mestre errado em sua escolha? Falhou a oração?

Não! Ao descer do monte Jesus tinha a certeza do projeto que o Pai lhe confiara. E o projeto de Deus é o melhor para o homem.

Sem entender nada de Bíblia, projeto, salvação, num pensamento simplório, concebe-se que a eleição para o apostolado de Judas fosse um erro. Mesmo assim, caro leitor, ouso te perguntar se a tristeza pela traição de Judas não fora suprimida ao ver a obra que foi gerada no coração dos outros onze apóstolos, que após o pentecostes, saíram a pregar as boas novas.

Fechando o texto então. Que possamos ter um 2014 de mais oração, mais busca e comprometimento com a obra do Senhor. Só assim, entenderemos os “judas” que passamos nesta vida e poderemos colher mais frutos para a eternidade. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O jumentinho

Mc 11: 4 E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram.

Não se ofenda, mas se olhar bem, temos mais em comum com o jumentinho da história do que você imaginava...

A começar, vemos que o jumentinho estava amarrado, preso, fora da cidade, numa aldeia, entre dois caminhos...

Nós estávamos assim, presos e amarrados ao pecado, fora do caminho da benção, esquecidos na aldeia do mundo e tínhamos apenas dois caminhos; ou seguíamos o mundo e suas ofertas ou quem sabe nos enganávamos com uma religiosidade, um evangelho social e de boas obras. Aquele era sem dúvida o caminho natural do jumentinho e porque não dizer o nosso também.

Mas faltando aproximadamente uma semana para a obra salvífica de Jesus na cruz do calvário, o Senhor dá uma ordem aos discípulos para que buscassem aquele jumentinho. O animal estava identificado. Não era um lançamento de sortes. Não era o maior jumentinho da cidade ou o mais bonito. Era aquele determinado pelo Senhor.

Olha a gente se misturando de novo. Um dia, Jesus deu uma ordem em nosso favor. Jesus não pediu, não implorou ou solicitou favor, Ele mandou que nós fôssemos libertos e viéssemos ter o Encontro maravilhoso com Este que mudou as nossas vidas. É verdade, nós também não éramos dignos, não éramos os mais capacitados, mas Ele nos escolheu, nos chamou e nos livrou do caminho comum. O dono do jumentinho até argumentou alguma coisa, mas nada pôde contra o argumento: “O Senhor precisa dele”. Ainda que o inimigo tente, (antigo dono da alma do homem em pecado), ele nada pode contra a Palavra de Poder do Senhor.

Vem agora o jumentinho para servir a Jesus. Aqui algumas coisas me chamam atenção. Jesus estava terminando seu ministério e faltava pouca distância para entrar em Jerusalém. Andara praticamente todo Israel sem nenhum recurso, mas faltando pouco vai usar um jumentinho. Por quê? Para mostrar que Jesus não precisa de nós, mas Ele nos chamou para sua obra maravilhosa de salvação por amor.

Montado no jumentinho, Jesus entra em Jerusalém. Todos gritam Hosana nas alturas. Bendito o que vem em Nome do Senhor. Era uma glorificação a Jesus. E o jumentinho? O jumentinho some na história. Ele não aparece neste momento. Só se sabe que ele entrou em Jerusalém.

É nóis” de novo. Nossa vida deve servir para glorificar a Jesus. Não há em nós nada de bom, nada que mereça destaque, digno de elogios. A Jesus, toda honra, toda Glória, todo Louvor. Que quando as pessoas olharem possam ver o Senhor em nós, e que possamos alcançar a promessa de um dia entrarmos na Jerusalém Celestial.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Os semi-igrejados

O perigo do legalismo e da falsa culpa é muito real. Mas, o perigo da desobediência e do auto-engano também é.
Eu quero falar sobre os membros de igreja que frequentam sua igreja com grande irregularidade. Eles não são desigrejados, desviados ou sub-igrejados. Eles são semi-igrejados. Eles aparecem algumas vezes, mas não toda semana. Eles estão dentro e fora, estão ligados e desligados, um domingo aqui e dois sumidos. Este é o escândalo dos semi-igrejados. Na verdade, Thom Rainer defende que a razão principal para o declínio de comparecimento à igreja é que os membros não vão tanto à igreja quanto costumavam.
Nós temos cristãos que só aparecem no Natal e na Páscoa provavelmente desde que temos Natal e Páscoa. Algumas pessoas sempre serão intermitentes em relação à sua presença na igreja. Eu não estou falando sobre cristão nominais que aparecem na igreja uma ou duas vezes ao ano. Estou falando sobre pessoas que passam por todo o processo de fazer parte de uma igreja, não têm qualquer problema com a igreja, mas, ainda assim, só entram por suas portas uma ou duas vezes ao mês. Se há igrejas com róis de membro muito maiores que a frequência média de domingo, ou seus sub-pastores abandonaram suas obrigações, ou há membros infiéis em seu meio, ou os dois.
Eu sei que não vamos à igreja, nós somos a igreja (blá, blá, blá), mas ser preciosista com nosso vocabulário não muda a exortação de Hebreus 10.25: Não devemos deixar de congregar-nos, como é costume de alguns. Reunir-se a cada Dia do Senhor com a nossa família da igreja é um dos pilares do cristianismo maduro.
Então, faça a si mesmo algumas perguntas.
Você estabeleceu a presença na igreja como um hábito inviolável em sua família? Sabe quando você acorda de manhã e pensa: “talvez eu dê uma corridinha hoje” ou “acho que vou fazer torradas esta manhã”? Não é assim que o comparecimento à igreja deveria ser. Não deveria ser uma proposição “se eu sentir vontade”. Eu sempre serei grato por meus pais tratarem a presença na igreja (de manhã e de noite) como um padrão inalterável. Não estava aberto a discussão. Não era baseado em circunstância extenuantes. Nunca foi um talvez. Nós íamos à igreja. Era isso que fazíamos. Isso tornava a decisão de todo domingo uma decisão simples, porque não havia realmente decisão. Exceto por doenças desesperadoras, nós sempre íamos. Dar à sua família o mesmo tipo de hábito é um dom que eles não apreciarão agora, mas normalmente te agradecerão depois.
Você planeja adiantado no sábado para que a igreja seja uma prioridade no domingo? Todos nós somos ocupados; por isso, pode ser difícil ir para igreja, especialmente com uma casa cheia de crianças. Nunca aproveitaremos o máximo dos nossos domingos se não nos prepararmos para eles no sábado. Isso provavelmente significa terminar o dever de casa, ir para cama na hora e abdicar de um pouco do futebol. Se a igreja só é lembrada mais tarde, você não pensará nela até que seja muito tarde.
Você organiza seus planos de viagem de maneira a minimizar a ausência no domingo?Eu não quero ser legalista com essa pergunta. Eu já viajei no domingo antes (embora tente evitar). Eu tiro férias e recesso para estudos, e perco 8 ou 9 domingos da minha igreja por ano. Eu entendo que vivemos em uma cultura móvel. Eu entendo que as pessoas querem visitar seus filhos e netos no final de semana (e como sou grato quando os nossos vêm e visitam). A época em que as pessoas estavam na cidade por 50 a 52 semanas por ano é passado. Viajar é muito fácil. Nossas famílias estão muito dispersas. Mas, escute: isso não significa que não podemos nos esforçar um pouco para estar por lá no domingo. Talvez você possa tirar a sexta para visitar as crianças e poder retornar na noite de sábado. Talvez você precise pensar duas vezes sobre investir numa chácara que te afastará da igreja por várias semanas durante o ano. Talvez você possa reavaliar sua suposição de que o período entre sexta à noite e domingo à noite é seu para fazer o que você quiser. É quase impossível crescer em amor por sua igreja e servir efetivamente na sua igreja se você está regularmente ausente. 
Você está disposto a fazer sacrifícios para reunir-se com o povo de Deus para adorar a cada domingo? “Mas você não espera que eu cancele meus planos para sábado à noite, certo? Sem chance de reorganizar minha agenda de trabalho. Este emprego exige que eu trabalhe todo domingo – eu teria que arrumar um novo emprego se quisesse estar regularmente na igreja. Domingos são meus dias de recarregar. Eu não cuidarei de tudo na casa se eu for para a igreja toda semana. Meus filhos não poderão jogar futebol se não formos nos jogos de domingo. Se eu tiver que terminar meu dever de casa antes do domingo, não poderei descansar na sexta à noite e o sábado todo. É claro que Deus não quer que eu sacrifique tanto só para poder aparecer na igreja!”. Não é exatamente o caminho da cruz, é? 
Você já considerou que talvez você possa não ser um cristão?Quem sabe quantas pessoas Deus salva “como pelo fogo” (1 Co 3.15)? Ir à igreja toda semana te torna um cristão? Absolutamente não. Perder 35 domingos por ano te torna um não-cristão? Isso já dá o que pensar. O povo de Deus ama estar com o povo de Deus. Eles amam cantar louvores. Eles amam comer à Mesa. Eles amam ser alimentados com a Escritura. Falta de frequência à igreja – ou seja, andar sem rumo – é, na melhor das hipóteses, sinal de imaturidade e, na pior, incredulidade. Sempre que Deus chama pessoas das trevas, ele as chama para a igreja. Se o culto de domingo é a comunidade dos redimidos, o que seu padrão semanal sugere a Deus sobre do que você realmente faz parte?
POR KEVIN DEYOUNG  traduzido por Josaías Junior

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Considerações sobre o texto da mulher pega em adultério.

Jo cap 08, vs 01 a 11.

Vs 01. Jesus desce do monte. Ainda que o versículo pareça fora de contexto com a história principal, o texto mostra que Jesus estava em um lugar que frequentava para orar. Verdade nº 01. Não existe vida espiritual sem oração.

Vs 02. Jesus vai ser “provado” dentro do templo. A pergunta dos religiosos se era para apedrejarem a mulher, não visava saber qual era a resposta que mais agradaria a Deus, mas simplesmente provar e testar Jesus. Muitas das nossas provas passamos dentro da própria igreja, provados por aqueles que menos esperávamos.

Vs 05. Jesus disse que veio cumprir a lei e não derrogá-la. E isso se cumpriu. A lei dizia que quem fosse pego em adultério deveria ser apedrejado e morto. Jesus é a pedra de esquina, rejeitada pelos edificadores (mas aceita pela igreja fiel). Aquela mulher teve o encontro com a Pedra e morreu. Morreu para uma velha vida de pecado e nasceu para uma nova vida em Cristo Jesus.

Vs 06. Jesus escreve com seu dedo na terra. Junte terra mais água e você tem barro. Deus soprou o fôlego da vida no barro e se fez o homem. Para deixar orientações a sua criatura, Deus escreveu com seu dedo nas pedras. A lei não foi suficiente. Então, Deus se fez homem e Jesus veio para escrever na terra do coração do homem uma nova lei, uma nova aliança. Jesus escreveu nos nossos corações a Sua Palavra que salva, liberta.

Vs 10. A acusação que estava sobre a mulher (acusação de morte), foi levada por Jesus, que tempos depois, morreria por esta própria mulher, por mim e por você. Por isso a pergunta do Mestre, “Onde estão os teus acusadores?”. Não havia e não há acusação para aqueles que entregaram sua vida para Jesus.

Vs 11. Aquela mulher foi salva de ser apedrejada. Estevão não teve a mesma “sorte”. Seria Deus injusto? Não!
O mais importante do texto não é o livramento da morte física, mesmo porque, tempos depois, aquela mesma mulher morreria de qualquer outra causa. A parte mais importante é o “vá e não peques mais”. Ali está a demonstração da força do evangelho, capaz de livrar o homem da morte espiritual, de mudar, de transformar, de dar as pessoas uma nova forma de vida.

Por fim, eu queria saber: porque não trouxeram o homem que estava junto com a mulher apanhada em adultério?

Será que a polícia de captura religiosa é tão eficiente quanto à nossa? Deixou fugir o homem. Será que a religião legalista judaica arrumou um jeitinho brasileiro para deixar o homem fugir para outro país e não se submeter à lei?

A religião judaica fez aquele dia algo certo e errado. Fez errado ao deixar, por motivos de corporativismo, políticos ou qualquer outro que seja, um pecador ir embora achando que estava “na vantagem” pois conseguiu esconder mais um pecado. Pode até ter escondido da sociedade, mas não se pode esconder nada nem ninguém de Deus. Mas fizeram algo certo. Pegaram uma pecadora e trouxeram a Jesus. Sabemos que não era essa a intenção, mas de qualquer forma, trouxeram Àquele que podia livrar a mulher do pecado. A mulher que estava presa saiu liberta, o homem que foi liberto, continuou preso ao pecado.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Arão e Jesus

Lv 09, 22 e 23 Depois, Arão levantou as mãos ao povo e o abençoou;e desceu , havendo feito a expiação do pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. Então, entraram Moisés e Arão na tenda da congregação; depois, saíram e abençoaram o povo; e a glória do Senhor apareceu a todo povo.

O antigo testamento traz várias sombras daquilo que seria a Obra do Senhor na nova aliança.

Vemos em Arão a figura profética do Senhor Jesus, que um dia veio até este mundo como um simples homem, e se ofereceu em expiação pelo nosso pecado. Assim como Arão orou pelo povo, Jesus orou pelos seus discípulos (ex. Jo cap 17). Depois disso Jesus subiu ao céu e deixou-nos o Consolador. De lá pra cá, vivemos pela fé, pela esperança de um dia ver nosso Salvador.

Arão entrou na tenda da congregação, mas quando retornou abençoou o povo e a glória do Senhor foi manifesta. Jesus fará o mesmo, um dia Ele virá (breve), para abençoar o seu povo. Quando isso ocorrer Ele não virá como um simples homem, mas estará revestido de toda sua glória e majestade e daremos honras e glórias ao nosso Senhor e Salvador. Aleluia! 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Senhor fala ao povo

Êxodo Cap 33 vs11 E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda.

No antigo testamento foram poucos os servos que foram chamados “amigos de Deus”. Quando o Senhor Jesus veio a este mundo, Ele veio mostrar que pela redenção no Seu Sangue, agora todo homem poderia ter esta intimidade de se achegar a Deus como um amigo.

No citado versículo vemos a sombra da obra redentora figurada na pessoa de Moisés, que do alto do monte ouvia Deus falar e trazia as informações para o povo que estava no deserto. Jesus foi aquele que também desceu do alto, do resplendor da sua glória e veio trazer ao homem a revelação do projeto do Pai.

Josué era o servidor, aquele que estava sempre na tenda e era o primeiro a ouvir os ensinos que Moisés trazia. Nós também hoje somos servidores, servimos ao Senhor. Nosso lugar é na tenda, figura da igreja, onde Jesus se revela e traz ao homem o conselho da VIDA para sobrevivermos e passarmos por este deserto até a terra prometida.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Efraim


Jo 11:54b mas retirou-se dali para a região vizinha ao deserto, a uma cidade chamada Efraim; e ali demorou com os seus discípulos.

"Havia muitas cidades em Israel. Por que Jesus foi logo para Efraim? Porque a sua ida à cidade de Efraim tinha um propósito espiritual e profético: Efraim foi o segundo filho de José. Nasceu no Egito em cerca de 1800 a.C. José lhe deu este nome porque se lembrou de todas as aflições pelas quais ele havia passado quando, ainda jovem, foi traído pelos seus irmãos, vendido por vinte moedas de prata e, apesar de inocente, aprisionado injustamente por um crime que não havia cometido. Depois de tanto sofrimento, José foi exaltado por Deus como governante geral do Egito. Ao pôr o nome de “Efraim” no segundo filho, José disse: “Deus me fez crescer na terra da minha aflição” (Gn 41:52).

José foi, na Torá, um arquétipo de Cristo. O Senhor, naquele momento difícil de perseguição, foi para Efraim porque sabe que a história se repete: também será traído por seus irmãos, será vendido por trinta moedas de prata, será preso injustamente e pagará por pecados que nunca cometeu. Depois de tanto sofrimento, por Deus Ele crescerá na Terra de sua aflição e será exaltado como o maior governante do universo. Tudo isto Jesus verá em Efraim, “o segundo filho”, isto é, nos gentios, que O receberão como Governador Máximo, Rei dos reis e Senhor dos senhores."

PAGLIARIN Juanribe, O Evangelho reunido, Editora Landscape Ltda, 2005, pg 254 e 255. Obrigado ao amigo Waldir que me indicou o livro.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Alimento



Com o passar do tempo, agente vai conhecendo as coisas “boas” da vida. Conheci os refrigerantes, os refrigerecos, os refrigelatas, os petfrigerantes, entre outros derivados.

Junto com esses líquidos, eu conheci o suco de beterraba com cenoura. Pra piorar minha mãe misturava couve. Sempre disse pra minha mãe que beterraba e cenoura eram tão gostosos que ficavam debaixo da terra pra ninguém encontrar. O argumento da couve é que se viesse com manual de instruções estaria escrito: “Produto comestível, não deve ser ingerido na forma líquida”.

Não adiantava, o bendito suco sempre fazia parte da refeição. Primeiramente a Deus e segundo por essa atitude da minha mãe, hoje tenho saúde.

O evangelho hoje está muito superficial. É pregado um amor benevolente, que tolera o pecado. Isso não é amor. Amar é exortar. É pregar como pregavam os nossos irmãos na igreja primitiva. É lutar contra o pecado.

A cada dia que passa, ficam maiores os rebanhos da porta larga e menores os que pregam a porta estreita. E para não perder rebanho, ás vezes é melhor deixar a ovelha doente, raquítica, porque se aplicar remédio ou der um alimento consistente, a ovelha vai embora para "outro aprisco".

Conversava com um amigo sobre isso. Os pregadores tem uma responsabilidade muito grande. Servem alimento ao rebanho de Deus. Evidentemente que não dá para ser “pecadores nas mãos de um Deus irado” todos os dias, mas também, evangelho não é Jesus te ama e nem “Deus amou o mundo de tal maneira...”.

É preciso que as ovelhas entendam que ás vezes o que é amargo de ouvir, é bom para o interior. A Palavra renova, alimenta, lava, purifica, transforma, desintoxica...

Nesta última hora, de capim seco, é importante levar as ovelhas a pastos verdejantes, a águas tranquilas, e isso não passa pelo conluio ao pecado, mas muito pelo contrário, passa necessariamente a dar a ovelha o que ela precisa para viver e não o que era quer ouvir.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Jesus te identifica na multidão.


E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. Lc 07, 13

Jesus vinha de Cafarnaum. Com ele, uma multidão de pessoas que estavam felizes por ter vista a cura do moribundo. Um contraste o esperava: uma multidão de pessoas tristes.

Não bastasse a dor de ter perdido o marido e por consequência, o primeiro sustento da casa, agora a viúva perdera o filho, a última esperança de sobrevivência. Mas Jesus aproxima-se dela e antes de qualquer ato ordena-lhe: não chores. Num tempo de carpideiras, profissionais do choro, Jesus identifica a mãe do falecido. Assim é o Senhor conosco; ainda que muitos aparentem estar na mesma situação, Ele conhece aqueles que realmente choram e esperam ser consolados.

Era um pedido insano para qualquer um. Talvez o sol castigante de uma caminhada de quase 38 km (de Cafarnaum a Naim), tivesse mexido com os neurônios do Mestre. Pedir uma mãe para que não chorasse naquela situação não era a atitude mais sóbria, mas ali havia uma demonstração de Fé. Era como se Jesus dissesse que não precisava sofrer, pois Ele estava presente (Jesus vai fazer o mesmo na ressurreição de Lázaro). O pedido de Jesus precedeu a sua operação, profeticamente o que ocorreria com a igreja (crer primeiro que os sinais nos acompanhariam).

Pronto, cessa-se o choro, Jesus toca o esquife e o morto ressuscita.

Não deu tempo dos religiosos israelitas questionarem que Jesus não podia tocar no morto, caso contrário ficaria impuro...

O toque de Jesus ressuscitou a esperança da Viúva. Trouxe vida a seu filho que fazia um caminho destinado a todo homem, sair da cidade rumo ao cemitério, mas agora inaugurava um caminho inédito, do cemitério para a cidade, mostrando agora o caminho que Jesus abriu para o homem, da morte para morar nas mansões celestiais.

O toque de Jesus parou a multidão que queria enterrar a esperança da viúva. O toque de Jesus é capaz de parar o mundo, que insiste em enterrar nossos sonhos, nossa esperança.

Jesus aquele dia falou com o morto e ele viveu. Jesus falou com o mar, com o vento e eles se acalmaram. Deixe Ele falar com você também!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Filhos da Ansiedade

E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. Gn 16, 2


Já dissemos aqui neste espaço, respaldado pela ciência, que o mal do século XXI atende pelo nome de ansiedade. Rechaçado aqui os problemas oriundos de educação, alterações hormonais, entre outros que afetam o homem, não há como dissociar as “doenças da alma” com a incrível falta de fé que atingem as pessoas.


Sem fé é impossível agradar a Deus. E aí está o problema da ansiedade. Ela vai corroendo a fé, minando aos poucos a confiança que temos Naquele que pode nos livrar de tal preocupação.


Um estudo bíblico é de bom alvitre que passe pelos ensinos deixados por Jesus. Penso que a cruz do Senhor não durou apenas um dia em seus ombros. Jesus carregava a “cruz” de saber o dia da sua morte, e pior, a forma como iria padecer. Imagine você, caro leitor, se você soubesse o dia que iria morrer. Quão agonizante isso poderia pesar sobre você!


Enquanto Jesus tinha algo sério para deixá-lo preocupado, respondia a pergunta dos discípulos sobre este tema com a maior naturalidade, dizendo a eles para não se preocuparem com o que vestir, comer, com o que levarem, afinal de contas, o Pai cuidaria de tudo, assim como tem cuidado para nós, não é verdade?


O texto em referência diz respeito a quando Abrão tem um filho com Agar. Cansado de esperar pela promessa, o patriarca e Sarai definem resolver do “jeitinho brasileiro”. Para quem olhasse de fora, Abrão conseguiu resolver seu problema de ausência de herdade “sem o auxílio de Deus”, afinal de contas, nasceu Ismael. Mas será que resolveu? A história Bíblica conta uma série de problemas que aquele pai de família teve por causa deste filho.


Escrevendo aos Gálatas, o escritor bíblico vai se referir a Ismael como “filho da carne”, gerando “filhos para servidão”.


O primeiro filho de Abrão é o filho da força, filho da sua ansiedade. E é assim que agimos antes de conhecer ao Senhor. Tentamos com todas as nossas forças resolver os nossos problemas, mas o que era para ser solução, muitas vezes traz ainda mais angústia. Abrão, para resolver seu dilema fez aliança com uma egípcia.


Quando o povo ficou escravizado no Egito, a Bíblia diz que alguns nacionais daquela nação até deram ouvidos a Palavra de Deus, dita pela boca de Moisés, mas veja que interessante, quando o povo saiu do Egito, atravessando o mar vermelho, a Bíblia não faz referência a saída de nenhum Egípcio. Nem as unhas ficaram para trás dos Hebreus, até os ossos de José partiram, mas os Egípcios ficaram.


O egípcio não saiu porque o compromisso dele é com sua terra, com o Egito. Não é fazendo uma aliança com os egípcios de hoje que vamos resolver nossos problemas ou diminuir nossa ansiedade, mas o que tira a ansiedade do homem é a nova aliança em Cristo Jesus.


Meu irmão, você pode ser o melhor motorista, conduzindo o melhor carro, mas não se engane, um dia agente sempre perde o controle do carro da vida. É uma doença inesperada, o desemprego que chegou sem avisar. Isso não é uma particularidade sua ou minha, mas o grande problema do homem é achar que assim como ele perdeu o controle da situação, que Deus também perdeu. Pensar que Deus foi surpreendido com uma má notícia, assim como eu e você. Achar que Deus é passageiro de um carro desgovernado e que nada por fazer...


O salmista diz que Deus tem cada um dos nossos dias de vida contados em suas mãos ... não creia no acaso, Deus está no controle! Ele não é homem para que minta ou se arrependa. O que prometeu, ao tempo Dele, vai se cumprir. Isaque, o filho da promessa virá. Não deixe turbar o seu coração. Descanse. Ele prometeu que estaria todos os dias conosco até a Sua volta gloriosa.