segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Justiça

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Mateus 5:6

Essa semana que passou foi um tanto quanto difícil para mim. Perdi um amigo, um servo de Deus, pai de dois filhos pequenos, assassinado covardemente com dois tiros no rosto.

Enquanto as diligências da polícia prosseguiam em busca dos autores, o versículo acima do sermão das bem aventuranças não me saía da cabeça. Estava faminto e sedento por justiça. Mas que justiça?

Será que se a polícia os prendessem mataria minha sede justiça? 04 ou 05 anos na cadeia no país da impunidade resolveria? Ainda que fosse 10, 20, 30 anos ou prisão perpétua. É justo? Melhoraremos caro leitor a proposta. Ressuscitaria aqui a velha lei de talião (olho por olho e dente por dente) e sentiria que a justiça foi feita se a polícia os encontrasse e os matasse?

Ainda atônito com a notícia, dentro do meu carro, peguei a minha Bíblia e abri. Eis o texto:

Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora; e informai-vos, e buscai pelas suas praças, a ver se achais alguém, ou se há homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei. Jeremias 5:1

Perceba meu amigo. Se houvesse um justo na terra, somente um, Deus o perdoaria. Não necessitaria de Jesus morrer por este, afinal de contas, já estava justificado por si. Entendi que a minha justiça é e sempre será falha. O que tenho aqui dentro comigo é uma enorme fome e sede de justiça mas que não pode ser suprida pela minha razão, muito menos pelo sistema judicial humano. É uma justiça que deságua toda em Jesus, afinal de contas, Ele foi de todos o mais injustiçado. Ele se injustiçou por mim e por você.

Eu, você, a família do meu irmão que se foi e toda a humanidade não precisam de sentimentos de vingança no coração. Precisamos da Justiça de Deus agindo em nós. Precisamos sermos justificados no Sangue do Cordeiro.


Creio e espero que toda esta fome e sede que sinto hoje, seja transformada em um grande banquete onde seremos fartos eternamente de JUSTIÇA!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Como nos dias de Noé...

E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Lucas 17:26

Certamente muitas pessoas passaram próximas a construção de Noé. Imaginemos que inevitável era a pergunta: o que é isso Noé? Inevitável a resposta: “Virá um dilúvio e esta arca é a minha salvação e de minha família”. Não acredito que muita gente tenha dado ideia ao velho homem. “Coitado, pela idade, já não está muito bem...”.

Mas cá pra nós, naqueles dias de forte chuva, enquanto raios iluminam de forma assustadora o céu e os trovões parecem fazer a terra tremer, não poucos devem ter pensado: “E se Noé estiver certo? E se não parar de chover? Será o fim... ”. Contudo, os belos raios de sol do dia seguinte faziam com que a expectativa da noite anterior se tornasse novamente na certeza que o mundo gira em torno do homem e não há com que se preocupar.

Bem, todos conhecem o fim desta história. Houve um dia que o céu fechou, a chuva da noite não parou, nem a do dia, e somente salvou-se aqueles que confiaram na promessa de Deus.

Assim é a volta de Jesus. Há muitos fenômenos da natureza e na sociedade que fazem com que o homem pare para pensar. Reflita. Atemorize-se por instantes. Talvez até vá em uma igreja ou leia algum salmo. Mas passado alguns dias, tudo isto fica no esquecimento.

Um dia o céu fechou e veio juízo (para a maldade humana) e salvação (para Noé e sua família). Ainda que muitos achem loucura, um dia o céu vai se abrir e virá juízo (para maldade humana) e salvação (para aqueles que esperaram na promessa). Ora vem Senhor Jesus!

Contribuição: Thiago Procópio.