segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Que em 2014...


E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles. Lc 06,12 -13.

Normalmente, levados pela mídia e pelos acontecimentos sociais, fim de ano é hora de parar pra pensar como foi o 2013 e repensar os planos para 2014. É a dieta que não saiu do papel, a poupança que não foi iniciada e o carro que não foi trocado. É assim mesmo...quase pra todo mundo...É um tempo também que aumentam os pedidos a Deus. Talvez, Ele nunca tenha ouvido tantos pedidos e promessas quanto ouça nos últimos dias do ano. O mal não está nos pedidos. O problema é que muitos pedidos não continuarão a ser feitos em forma de orações durante o ano.

Lembrei-me ontem do texto em questão. Jesus passou a noite toda no monte em oração. Ao amanhecer do dia, vai escolher seus discípulos. Escolheu Judas. Aquele que o trairia tempos depois. Teria o mestre errado em sua escolha? Falhou a oração?

Não! Ao descer do monte Jesus tinha a certeza do projeto que o Pai lhe confiara. E o projeto de Deus é o melhor para o homem.

Sem entender nada de Bíblia, projeto, salvação, num pensamento simplório, concebe-se que a eleição para o apostolado de Judas fosse um erro. Mesmo assim, caro leitor, ouso te perguntar se a tristeza pela traição de Judas não fora suprimida ao ver a obra que foi gerada no coração dos outros onze apóstolos, que após o pentecostes, saíram a pregar as boas novas.

Fechando o texto então. Que possamos ter um 2014 de mais oração, mais busca e comprometimento com a obra do Senhor. Só assim, entenderemos os “judas” que passamos nesta vida e poderemos colher mais frutos para a eternidade. 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O jumentinho

Mc 11: 4 E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram.

Não se ofenda, mas se olhar bem, temos mais em comum com o jumentinho da história do que nós imaginamos...

A começar, vemos que o jumentinho estava amarrado, preso, fora da cidade, numa aldeia, entre dois caminhos...

Nós estávamos assim, presos e amarrados ao pecado, fora do caminho da benção, esquecidos na aldeia do mundo e tínhamos apenas dois caminhos; ou seguíamos o mundo e suas ofertas ou quem sabe nos enganávamos com a religião, um evangelho social e de boas obras. Aquele era sem dúvida o caminho natural do jumentinho e porque não dizer o nosso também.

Mas faltando aproximadamente uma semana para a obra salvífica de Jesus na cruz do calvário, o Senhor dá uma ordem aos discípulos para que buscassem aquele jumentinho. O animal estava identificado. Não era um lançamento de sortes. Não era o maior jumentinho da cidade ou o mais bonito. Era aquele determinado pelo Senhor.

Olha agente se misturando de novo. Um dia, Jesus deu uma ordem em nosso favor. Jesus não pediu, não implorou ou solicitou favor, Ele mandou que nós fôssemos libertos e viéssemos ter o Encontro maravilhoso com Este que mudou as nossas vidas. É verdade, nós também não éramos dignos, não éramos os mais capacitados, mas Ele nos escolheu, nos chamou e nos livrou do caminho comum. O dono do jumentinho até argumentou alguma coisa, mas nada pôde contra o argumento: “O Senhor precisa dele”. Ainda que o inimigo tente, (antigo dono da alma do homem em pecado), ele nada pode contra a Palavra de Poder do Senhor.

Vem agora o jumentinho para servir a Jesus. Aqui algumas coisas me chamam atenção. Jesus estava terminando seu ministério e faltava pouca distância para entrar em Jerusalém. Andara praticamente todo Israel sem nenhum recurso, mas faltando pouco vai usar um jumentinho. Por quê? Para mostra que é assim mesmo, Jesus não precisa de nós, mas Ele nos chamou para sua obra maravilhosa de salvação por amor.

Montado no jumentinho, Jesus entra em Jerusalém. Todos gritam Hosana nas alturas. Bendito o que vem em Nome do Senhor. Era uma glorificação a Jesus. E o jumentinho? O jumentinho some na história. Ele não aparece neste momento. Só se sabe que ele entrou em Jerusalém.

É nóis” de novo. Nossa vida deve servir para glorificar a Jesus. Não há em nós nada de bom, nada que mereça destaque, digno de elogios. A Jesus, toda honra, toda Glória, todo Louvor. A nós, importa que a obra de Jesus seja glorificada. Que quando as pessoas olharem, possam ver o Senhor em nós, e que possamos alcançar a recompensa de um dia entrarmos na Jerusalém Celestial.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Os semi-igrejados

O perigo do legalismo e da falsa culpa é muito real. Mas, o perigo da desobediência e do auto-engano também é.
Eu quero falar sobre os membros de igreja que frequentam sua igreja com grande irregularidade. Eles não são desigrejados, desviados ou sub-igrejados. Eles são semi-igrejados. Eles aparecem algumas vezes, mas não toda semana. Eles estão dentro e fora, estão ligados e desligados, um domingo aqui e dois sumidos. Este é o escândalo dos semi-igrejados. Na verdade, Thom Rainer defende que a razão principal para o declínio de comparecimento à igreja é que os membros não vão tanto à igreja quanto costumavam.
Nós temos cristãos que só aparecem no Natal e na Páscoa provavelmente desde que temos Natal e Páscoa. Algumas pessoas sempre serão intermitentes em relação à sua presença na igreja. Eu não estou falando sobre cristão nominais que aparecem na igreja uma ou duas vezes ao ano. Estou falando sobre pessoas que passam por todo o processo de fazer parte de uma igreja, não têm qualquer problema com a igreja, mas, ainda assim, só entram por suas portas uma ou duas vezes ao mês. Se há igrejas com róis de membro muito maiores que a frequência média de domingo, ou seus sub-pastores abandonaram suas obrigações, ou há membros infiéis em seu meio, ou os dois.
Eu sei que não vamos à igreja, nós somos a igreja (blá, blá, blá), mas ser preciosista com nosso vocabulário não muda a exortação de Hebreus 10.25: Não devemos deixar de congregar-nos, como é costume de alguns. Reunir-se a cada Dia do Senhor com a nossa família da igreja é um dos pilares do cristianismo maduro.
Então, faça a si mesmo algumas perguntas.
Você estabeleceu a presença na igreja como um hábito inviolável em sua família? Sabe quando você acorda de manhã e pensa: “talvez eu dê uma corridinha hoje” ou “acho que vou fazer torradas esta manhã”? Não é assim que o comparecimento à igreja deveria ser. Não deveria ser uma proposição “se eu sentir vontade”. Eu sempre serei grato por meus pais tratarem a presença na igreja (de manhã e de noite) como um padrão inalterável. Não estava aberto a discussão. Não era baseado em circunstância extenuantes. Nunca foi um talvez. Nós íamos à igreja. Era isso que fazíamos. Isso tornava a decisão de todo domingo uma decisão simples, porque não havia realmente decisão. Exceto por doenças desesperadoras, nós sempre íamos. Dar à sua família o mesmo tipo de hábito é um dom que eles não apreciarão agora, mas normalmente te agradecerão depois.
Você planeja adiantado no sábado para que a igreja seja uma prioridade no domingo? Todos nós somos ocupados; por isso, pode ser difícil ir para igreja, especialmente com uma casa cheia de crianças. Nunca aproveitaremos o máximo dos nossos domingos se não nos prepararmos para eles no sábado. Isso provavelmente significa terminar o dever de casa, ir para cama na hora e abdicar de um pouco do futebol. Se a igreja só é lembrada mais tarde, você não pensará nela até que seja muito tarde.
Você organiza seus planos de viagem de maneira a minimizar a ausência no domingo?Eu não quero ser legalista com essa pergunta. Eu já viajei no domingo antes (embora tente evitar). Eu tiro férias e recesso para estudos, e perco 8 ou 9 domingos da minha igreja por ano. Eu entendo que vivemos em uma cultura móvel. Eu entendo que as pessoas querem visitar seus filhos e netos no final de semana (e como sou grato quando os nossos vêm e visitam). A época em que as pessoas estavam na cidade por 50 a 52 semanas por ano é passado. Viajar é muito fácil. Nossas famílias estão muito dispersas. Mas, escute: isso não significa que não podemos nos esforçar um pouco para estar por lá no domingo. Talvez você possa tirar a sexta para visitar as crianças e poder retornar na noite de sábado. Talvez você precise pensar duas vezes sobre investir numa chácara que te afastará da igreja por várias semanas durante o ano. Talvez você possa reavaliar sua suposição de que o período entre sexta à noite e domingo à noite é seu para fazer o que você quiser. É quase impossível crescer em amor por sua igreja e servir efetivamente na sua igreja se você está regularmente ausente. 
Você está disposto a fazer sacrifícios para reunir-se com o povo de Deus para adorar a cada domingo? “Mas você não espera que eu cancele meus planos para sábado à noite, certo? Sem chance de reorganizar minha agenda de trabalho. Este emprego exige que eu trabalhe todo domingo – eu teria que arrumar um novo emprego se quisesse estar regularmente na igreja. Domingos são meus dias de recarregar. Eu não cuidarei de tudo na casa se eu for para a igreja toda semana. Meus filhos não poderão jogar futebol se não formos nos jogos de domingo. Se eu tiver que terminar meu dever de casa antes do domingo, não poderei descansar na sexta à noite e o sábado todo. É claro que Deus não quer que eu sacrifique tanto só para poder aparecer na igreja!”. Não é exatamente o caminho da cruz, é? 
Você já considerou que talvez você possa não ser um cristão?Quem sabe quantas pessoas Deus salva “como pelo fogo” (1 Co 3.15)? Ir à igreja toda semana te torna um cristão? Absolutamente não. Perder 35 domingos por ano te torna um não-cristão? Isso já dá o que pensar. O povo de Deus ama estar com o povo de Deus. Eles amam cantar louvores. Eles amam comer à Mesa. Eles amam ser alimentados com a Escritura. Falta de frequência à igreja – ou seja, andar sem rumo – é, na melhor das hipóteses, sinal de imaturidade e, na pior, incredulidade. Sempre que Deus chama pessoas das trevas, ele as chama para a igreja. Se o culto de domingo é a comunidade dos redimidos, o que seu padrão semanal sugere a Deus sobre do que você realmente faz parte?
POR KEVIN DEYOUNG  traduzido por Josaías Junior

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Considerações sobre o texto da mulher pega em adultério.

Jo cap 08, vs 01 a 11.

Vs 01. Jesus desce do monte. Ainda que o versículo pareça fora de contexto com a história principal, o texto mostra que Jesus estava em um lugar que frequentava para orar. Verdade nº 01. Não existe vida espiritual sem oração.

Vs 02. Jesus vai ser “provado” dentro do templo. A pergunta dos religiosos se era para apedrejarem a mulher, não visava saber qual era a resposta que mais agradaria a Deus, mas simplesmente provar e testar Jesus. Muitas das nossas provas passamos dentro da própria igreja, provados por aqueles que menos esperávamos.

Vs 05. Jesus disse que veio cumprir a lei e não derrogá-la. E isso se cumpriu. A lei dizia que quem fosse pego em adultério deveria ser apedrejado e morto. Jesus é a pedra de esquina, rejeitada pelos edificadores (mas aceita pela igreja fiel). Aquela mulher teve o encontro com a Pedra e morreu. Morreu para uma velha vida de pecado e nasceu para uma nova vida em Cristo Jesus.

Vs 06. Jesus escreve com seu dedo na terra. Junte terra mais água e você tem barro. Deus soprou o fôlego da vida no barro e se fez o homem. Para deixar orientações a sua criatura, Deus escreveu com seu dedo nas pedras. A lei não foi suficiente. Então, Deus se fez homem e Jesus veio para escrever na terra do coração do homem uma nova lei, uma nova aliança. Jesus escreveu nos nossos corações a Sua Palavra que salva, liberta.

Vs 10. A acusação que estava sobre a mulher (acusação de morte), foi levada por Jesus, que tempos depois, morreria por esta própria mulher, por mim e por você. Por isso a pergunta do Mestre, “Onde estão os teus acusadores?”. Não havia e não há acusação para aqueles que entregaram sua vida para Jesus.

Vs 11. Aquela mulher foi salva de ser apedrejada. Estevão não teve a mesma “sorte”. Seria Deus injusto? Não!
O mais importante do texto não é o livramento da morte física, mesmo porque, tempos depois, aquela mesma mulher morreria de qualquer outra causa. A parte mais importante é o “vá e não peques mais”. Ali está a demonstração da força do evangelho, capaz de livrar o homem da morte espiritual, de mudar, de transformar, de dar as pessoas uma nova forma de vida.

Por fim, eu queria saber: porque não trouxeram o homem que estava junto com a mulher apanhada em adultério?

Será que a polícia de captura religiosa é tão eficiente quanto à nossa? Deixou fugir o homem. Será que a religião legalista judaica arrumou um jeitinho brasileiro para deixar o homem fugir para outro país e não se submeter à lei?

A religião judaica fez aquele dia algo certo e errado. Fez errado ao deixar, por motivos de corporativismo, políticos ou qualquer outro que seja, um pecador ir embora achando que estava “na vantagem” pois conseguiu esconder mais um pecado. Pode até ter escondido da sociedade, mas não se pode esconder nada nem ninguém de Deus. Mas fizeram algo certo. Pegaram uma pecadora e trouxeram a Jesus. Sabemos que não era essa a intenção, mas de qualquer forma, trouxeram Àquele que podia livrar a mulher do pecado. A mulher que estava presa saiu liberta, o homem que foi liberto, continuou preso ao pecado.